sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Radio digital – Entrevista do Ministro Hélio Costa na Rádio Senado.

Abaixo estão dois arquivos que são a entrevista do Ministro Hélio Costa sobre Rádio Digital. Nessa entrevista ele fala nas expectativas do rádio, condena a forma de como foi conduzido o teste com o padrão americano HD Radio e fala da possibilidade de adotar o DRM, padrão europeu. Observem que Hélio Costa culpa as próprias associações de rádio e TV que, seriam teoricamente os principais interessados.

Seguem os Links:

Entrevista Hélio Costa na Rádio Senado – Parte 1

 

Entrevista Hélio Costa na Rádio Senado – Parte 2

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Radio Digital estará no Brasil em vinte anos

 

Essa reportagem está na agência ADNEWS (http://www.adnews.com.br/midia.php?id=94242) e confirma algo, que na minha opinião, já era certo. Só as “autoridades” brasileiras não perceberam. Com excessão do próprio ministro que em 2008 já havia dado o parecer dele em uma entrevista no JOrnal Estado de Minas. O sistema americano HD Radio que erroneamente era chamado de IBOC (In Band On Channel – Na Banda No Canal) não será adotado pelo Brasil. Acontece que o sistema não fica na banda, nem no canal; quem já se interessou pelo assunto sabe que ela utiliza a banda de guarda e uma parcela do canal adjacente.

Mas não vou entrar em detalhes de tecnologia e nem no mérito do melhor e do pior. O texto está aí para quem quiser ler. Não há o que discutir.

 

Decisão pelo padrão europeu de rádio digital deve sair até o final do ano, prevê Costa.

Por Lúcia Berbert

22 de setembro de 2009

O Ministério das Comunicações deve decidir, até o fim de ano, pela adoção do padrão europeu de rádio digital, acabando com uma indefinição que já dura mais de três anos. Em entrevista à Rádio Senado hoje, o ministro Hélio Costa disse que o sistema DRM (Digital Radio Mondiale) é o único que contempla as transmissões digitais em Ondas Médias, essenciais para atingir a região amazônica.
Costa atribuiu à Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) a culpa pela demora da definição. Segundo ele, a entidade ficou responsável pelos testes em emissoras de 10 capitais com o padrão norte-americano, o Iboc (In Band on Channel), por dois anos, e quando apresentou o relatório favorável, teve o trabalho reprovado pela Universidade Mackenzie, que reúne os maiores especialistas de rádio digital no Brasil.
O ministro informou que já está providenciando a entrada no país dos equipamentos europeus para iniciar os testes, que serão acompanhados pela Anatel. Costa disse que, além de não transmitir em OM, o padrão norte-americano também ainda não superou os problemas das “sobras” nas transmissões em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, não foi solucionada a questão referente ao pagamento de royalties à empresa proprietária do sistema.
Hélio Costa prevê que, após a definição do padrão, a substituição do sistema analógico por digital deve demorar 20 anos, tempo semelhante ao que levou para a consolidação da transmissão FM no Brasil. Ele também defende o envolvimento da indústria eletrônica do país no processo, visando a produção de receptores digitais. Ele citou que, nos EUA, onde o padrão Iboc está em implantação, os receptores custam em torno de US$ 100. “Mas esse preço já foi de US$ 250 e só baixou porque mais pessoas estão adquirindo o equipamento”, disse. Ele prevê queda ainda maior quando houver escala.
O ministro enumerou as vantagens do sistema digital para transmissão de rádio: som absolutamente puro, multiplicação de canais onde há dificuldade de espectro e convergência com outras mídias. Ele acredita que o sistema digital dará nova vida ao rádio, que opera praticamente com os mesmos recursos de 80 anos atrás, quando foi criado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Linhas Telefônicas e suas Impedâncias

Vou tentar, em artigos como esse, passar um pouco de informação que eu obtive com o tempo. Na verdade, vou procurar ser o mais direto possível para que esse texto se estenda para todos que quiserem aprender ou aperfeiçoar.

 

Todos devem saber que os pares metálicos da linha telefônica possuem 600 ohms de impedância característica certo? ERRADO!

Mas  o “sistema” possui, certo? ERRADO também.

Na verdade a impedância de um sistema de telefonia convencional ou, como os americanos chamam, POTS (Plain Old Telephone Service) possuem em média 900 ohms de impedância característica. E a linha? Varia na faixa de 30 ohms a 70 ohms, o que na verdade muda de acordo com a freqüência.

Na verdade, o as centrais precisam ficar a uma distancia máxima de 3 Km em média de um assinante. Mas como isso funciona? Para compensar as variações de distância e manter as linhas com impedâncias próxima aos 600 ohms, as operadoras utilizam indutores com valores variáveis para compensar os valores capacitivos da linha.

Contudo, há clientes “especiais” da operadoras que utilizam linhas para transmissões variadas, esportivas por exemplo; são os radiodifusores. E para esse tipo de trabalho a linha recebe um equipamento especial que são as Bobinas 111C. Isso faz com que as impedâncias das linhas cheguem a 150 ohm estendendo assim a distância a simplificando a equalização.111c

Fonte: AUDIO/VIDEO CABLE INSTALLERS