Essa reportagem está na agência ADNEWS (http://www.adnews.com.br/midia.php?id=94242) e confirma algo, que na minha opinião, já era certo. Só as “autoridades” brasileiras não perceberam. Com excessão do próprio ministro que em 2008 já havia dado o parecer dele em uma entrevista no JOrnal Estado de Minas. O sistema americano HD Radio que erroneamente era chamado de IBOC (In Band On Channel – Na Banda No Canal) não será adotado pelo Brasil. Acontece que o sistema não fica na banda, nem no canal; quem já se interessou pelo assunto sabe que ela utiliza a banda de guarda e uma parcela do canal adjacente.
Mas não vou entrar em detalhes de tecnologia e nem no mérito do melhor e do pior. O texto está aí para quem quiser ler. Não há o que discutir.
Decisão pelo padrão europeu de rádio digital deve sair até o final do ano, prevê Costa.
Por Lúcia Berbert
22 de setembro de 2009
O Ministério das Comunicações deve decidir, até o fim de ano, pela adoção do padrão europeu de rádio digital, acabando com uma indefinição que já dura mais de três anos. Em entrevista à Rádio Senado hoje, o ministro Hélio Costa disse que o sistema DRM (Digital Radio Mondiale) é o único que contempla as transmissões digitais em Ondas Médias, essenciais para atingir a região amazônica.
Costa atribuiu à Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) a culpa pela demora da definição. Segundo ele, a entidade ficou responsável pelos testes em emissoras de 10 capitais com o padrão norte-americano, o Iboc (In Band on Channel), por dois anos, e quando apresentou o relatório favorável, teve o trabalho reprovado pela Universidade Mackenzie, que reúne os maiores especialistas de rádio digital no Brasil.
O ministro informou que já está providenciando a entrada no país dos equipamentos europeus para iniciar os testes, que serão acompanhados pela Anatel. Costa disse que, além de não transmitir em OM, o padrão norte-americano também ainda não superou os problemas das “sobras” nas transmissões em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, não foi solucionada a questão referente ao pagamento de royalties à empresa proprietária do sistema.
Hélio Costa prevê que, após a definição do padrão, a substituição do sistema analógico por digital deve demorar 20 anos, tempo semelhante ao que levou para a consolidação da transmissão FM no Brasil. Ele também defende o envolvimento da indústria eletrônica do país no processo, visando a produção de receptores digitais. Ele citou que, nos EUA, onde o padrão Iboc está em implantação, os receptores custam em torno de US$ 100. “Mas esse preço já foi de US$ 250 e só baixou porque mais pessoas estão adquirindo o equipamento”, disse. Ele prevê queda ainda maior quando houver escala.
O ministro enumerou as vantagens do sistema digital para transmissão de rádio: som absolutamente puro, multiplicação de canais onde há dificuldade de espectro e convergência com outras mídias. Ele acredita que o sistema digital dará nova vida ao rádio, que opera praticamente com os mesmos recursos de 80 anos atrás, quando foi criado.
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